HAVANA – O documentário “Fahrenheit 11 de Setembro”, do diretor norte-americano Michael Moore, foi exibido no horário nobre da televisão estatal cubana na quinta-feira, depois de ficar em cartaz nos cinemas por uma semana, sempre com a lotação esgotada.
Num país em que a desconfiança em relação aos governos norte-americanos é profunda, o filme tem tido grande interesse público e se somado à recente onda de críticas ao presidente Bush.
Os cubanos vêm fazendo filas para assistir a cópias grosseiras em DVD projetadas em 120 cinemas espalhados pela ilha.
Para o professor Arnaldo Coro Antich, da Universidade de Havana, “o filme é uma obra de amor pela humanidade. Ele confirma o que muitos de nós acreditamos: que George W. Bush representa uma ameaça real ao mundo.”
A hostilidade entre Washington e Havana data de quatro décadas, desde a revolução liderada pelo presidente Fidel Castro em 1959, mas as relações entre os dois países se tornaram mais tensas desde maio, quando Bush lançou um plano para enfraquecer o governo comunista de Fidel.
As restrições impostas pelo governo norte-americano em 30 de junho às visitas e aos envios de dinheiro a Cuba por parte de parentes residentes nos EUA provocaram a revolta de cubanos tanto na ilha quanto na Flórida.
Em discurso feito na segunda-feira, Castro descreveu Bush como um fundamentalista religioso sinistro que quer destruir o socialismo cubano.
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