O coordenador do MST/MS (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra de Mato Grosso do Sul), Márcio Bissoli, criticou ontem a decisão da juíza da comarca de Bonito, Luciane Buriasco de Oliveira Mello, de permitir que os proprietários da fazenda contratem seguranças particulares para ajudar na reintegração de posse. Ele afirmou que nenhum integrante do movimento sai da área retirado por seguranças. “Não podemos permitir que uma juíza admita que alguém contrate pistoleiros”, disse.
Bissoli garantiu que não há policiais no acampamento dos sem-terra na fazenda Aruanã. A afirmação contraria a informação do Coronel José Ivan de Almeida, comandante da Polícia Militar no Estado, de que 60 policiais estariam no local desde a última sexta-feira. “Só se eles estiverem na cidade”, explicou. O coordenador afirma que os sem-terra só saem da área depois de negociar com o Estado um prazo e um destino para as mais de 300 famílias. “Nós estamos acreditando que o governo deva se manifestar ainda hoje à tarde”, diz.
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