Departamento quer rádio FM e criar curso de pós-graduação

Chefe do Departamento de Jornalismo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), José Márcio Licerre, afirmou que o curso cumpriu a sua tarefa. Ao participar da Sessão Solene, que acontece nesta noite no Plenário Júlio Maia da Assembléia, ele disse que as metas da faculdade são a pós-graduação e a rádio FM.

Ao longo de duas décadas, o curso formou 517 jornalistas profissionais em Mato Grosso do Sul. Segundo Licerre, egressos da instituição estão presentes em órgãos de comunicação impresso, televisões, emissoras de rádio e assessorias de imprensa.

Ele citou ainda que egressos também estão trabalhando em veículos nacionais, como Folha de S.Paulo, O Estado de São Paulo, TV Globo, SBT, entre outros. “A porcentagem de egresoss no mercado é significativo”, destacou o professor da UFMS desde 1993.

Desafios – As metas do Departamento de Jornalismo são criar o curso de pós-graduação de Comunicação Social e a Rádio FM da UFMS. Ele destacou a importância do Mestrado e Doutorado, para garantir a educação continuada dos formandos.

Sobre a FM, o pedido está no Ministério das Comunicações e depende de autorização do titular da pasta, Hélio Costa. Para conseguir a liberação da FM, Licerre defendeu a mobilização da sociedade sul-mato-grossense.

Ele defendeu a modernização do curso, como a utilização de novas mídias. Licerre destacou que a reitora da UFMS, Célia Maria da Silva Oliveira, a instituição vai investir R$ 1,5 milhão na implantação de internet sem fio em todo o campus.

Este projeto facilita, segundo o professor, para no futuro próximo, o aluno ir para a aula com notebook, câmera e gravador digital.

História – Para professor da UFMS, Edson Silva, a história do curso de Jornalismo é da categoria no Estado. A primeira decisão do Sindjor (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul), criado em 1984, foi defender a criação do curso de jornalismo.

Ele lembrou os defensores da criação do curso há mais de 20 anos. Na sua avaliação, a criação do curso ajudou a construir a cidadania no País.

Silva citou os jornalistas Flávio Teixeira, Maria Leite, Vanderlei Aguiar, Luiz Gonzaga Bezerra, Célia Teixeira, Dante Filho, Hordonês Echeverria, Hércules Cunha, Rosa Bezerra, entre outros, que compuseram a diretoria do sindicato e lutaram pela criação do curso.

Para Pedro Kemp, projeto do executivo libera instalação de usinas no Pantanal

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) ocupou a tribuna na sessão desta quarta-feira, dia 18, para discutir o projeto de lei 176/2009, de autoria do executivo, que trata Programa de Gestão Territorial do Estado (PGT/MS) e a 1ª Aproximação do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE/MS).

De acordo com o parlamentar, a proposta, se aprovada, vai permitir não só a ampliação da área plantada de cana-de-açúcar na Bacia do Alto Paraguai, como afirma o governo, mas também a instalação de usinas na região. “Eu quero desfazer a ideia inicial apresentada pelo governo de que a proposta visava apenas estender o cultivo de cana na região. No entanto, esse projeto vai abrir uma brecha para instalação de usinas na Bacia do Rio Paraguai”, disse.

Em tramitação na Casa, o PL 176/09 na prática altera a lei 328/82, que proíbe a instalação de novas usinas no BAP (Bacia do Alto Paraguai), permitindo assim a implantação de indústrias na região do Alto Taquari. A proposta ficou congelada na Assembleia Legislativa após Decreto Federal tratando do assunto, mas na última semana o governo estadual determinou a aprovação da proposta até o fim de 2009.

Na avaliação do deputado Pedro Kemp, caso a proposta seja aprovada pela Assembleia Legislativa, a lei estadual estará em desacordo com a norma federal. “Vai gerar um conflito com a legislação federal”, ponderou, lembrando ainda dos riscos ao meio ambiente. “Temos que ter muito cuidado com projetos como esse porque abre-se hoje um pedacinho para instalação de usinas e essas concessões vão aumentando cada vez mais”, lembrou.

Caso a proposta seja acatada pelos demais deputados, o parlamentar estuda a possibilidade de barrar a iniciativa no Judiciário. “Espero que não seja aprovado, senão teremos que tomar um remédio jurídico”, finalizou.

Emenda de Pedro Kemp quer manter proibida instalação de usinas no Pantanal

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) apresentou na sessão desta quinta-feira, dia 13, emenda supressiva ao projeto de lei 176/2009, de autoria do executivo, que trata do Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado e da Gestão Territorial de Mato Grosso do Sul. A iniciativa de Kemp pretende garantir que na região do Alto Paraguai não sejam instaladas usinas de álcool e açúcar, nem haja uma brecha legal para a plantação da cana no local.

Desde 1982, a plantação de cana-de-açúcar e instalação de usinas de álcool na Bacia do Alto Paraguai é proibida pela Lei 328. No entanto, com a proposta do executivo, em tramitação na Assembleia Legislativa, uma parte do BAP (Bacia do Alto Paraguai) estaria de fora da proibição, permitindo assim a implantação de usinas na região.

Na emenda, o deputado Pedro Kemp exclui o artigo 15 do projeto de lei do governo estadual, resguardo desta forma o que estabelece a lei 328 quanto à proibição. “Sendo aprovada a alteração proposta pelo art 15 em nosso Estado não haveria mais impedimento legal para a instalação de usinas nas proximidades dos rios que formam a bacia pantaneira. Outrossim, o artigo15 contraria também a legislação federal de proteção ambiental, uma vez que felizmente é rigorosa no sentido de proteger seus patrimônios naturais”, justifica o parlamentar.

Hoje, o líder do governo na Casa, deputado Youssif Domingos (PMDB), adiantou que o executivo quer a matéria aprovada ainda este ano, mesmo que a proposta esteja em desacordo com Decreto Federal que trata do assunto.

Para Kemp, questão indígena em MS vai exigir auxílio da Força Nacional

O deputado Pedro Kemp, membro da Comissão de Desenvolvimento Agrário e Assuntos Indígenas, cobrou hoje do governador André Puccinelli equilíbrio nas discussões sobre a questão indígena em Mato Grosso do Sul. A fala do parlamentar foi motivada por declarações dadas pelo governador em Dourados, nas quais teria autorizado lideranças indígenas a prender a administradora regional da Funai (Fundação Nacional do Índio) na região, Margarida Nicoletti. Após a fala de Puccinelli, um grupo de indígenas acampou em frente à Funai exigindo a saída de Nicoletti do cargo.

Para o parlamentar, o governo deve assumir um papel de interlocutor e mediador nas negociações para pôr fim aos conflitos indígenas. “Mas o governo, ao invés de promover a paz, o entendimento, de buscar uma solução negociada, provoca o dissenso, o desentendimento. Ele [André Puccinelli] incita a violência. Isso eu considero uma barbaridade”, criticou o parlamentar.

Pedro Kemp enfatizou que tem conhecimento que os indígenas se organizam para realizar as demarcações “com as próprias mãos”, ao mesmo tempo, que os fazendeiros criam milícias armadas para defender as propriedades. “Nós estamos vivendo uma guerra silenciosa e quem está morrendo é o índio”, lamentou, sugerindo a intervenção da Força Nacional em Mato Grosso do Sul. “Nós vamos ter que pedir a intervenção das Forças Federais. Estou muito preocupado com o que vem pela frente”, disse. O deputado estuda a apresentação de um documento solicitando ajuda federal no Estado, para conter possíveis conflitos.

Kemp revelou também que a Assembleia Legislativa recebeu um documento da Anistia Internacional da Alemanha, demonstrando preocupação com a questão indígena em Mato Grosso do Sul, sobretudo, com as famílias acampadas às margens da BR 163, em Rio Brilhante. No local estão indígenas da etnia Guarani Kaiowá, que desocuparam, por força judicial, as terras chamadas de Laranjeira Ñanderu.

A área faz parte de uma propriedade titulada em nome de Mário Cerveira, que possui ao todo 436 hectares. No documento a Anistia Internacional solicita que a Assembleia Legislativa intervenha na situação encontrada em Rio Brilhante, já que as famílias estão às margens da rodovia, sem água potável ou alimentação.

Governo faz propaganda de obras que ainda não saíram do papel, diz Pedro Kemp

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) ocupou novamente na sessão desta quarta-feira, 04, a tribuna da Assembleia Legislativa para questionar a atuação do governo do Estado que vem divulgando na mídia local obras ainda em fase de elaboração dos projetos. Para o parlamentar, a ação recorrente do executivo configura campanha antecipada à eleição de 2010, já que não há sequer perspectivas ou prazos estipulados para início e conclusão das obras divulgadas. “As obras nem foram feitas e já estão melhorando a vida da população”, questiona o parlamentar, ao ler o informe publicitário divulgado em jornal de Campo Grande.

Pedro Kemp lembrou ainda que o governo desmentiu ontem o secretário de obras, Edson Girotto, sobre a existência de um caixa feito pelo executivo nos últimos anos da monta de R$ 2,4 bilhões. “Quem está falando a verdade?. Pois se o governador André Puccinelli está dizendo a verdade, esse Plano MS Forte é uma falácia, já que o Estado não tem ainda os recursos disponíveis para executar as obras previstas”, comentou.

Mais uma vez, Pedro Kemp cobrou do Ministério Público fiscalização das ações do governo, relacionadas sobretudo às propagandas em rádios, televisões e jornais impressos do Estado. “É uma promoção pessoal do governo. Nós já denunciamos ao MP e até agora nada”, cobrou.

Questionado sobre as propagandas feitas pelo governo federal sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o parlamentar lembrou que ao contrário do MS Forte, o programa federal tem ações concretas em todo o país e a divulgação da iniciativa é feita com base nas etapas concluídas, além das obras já contarem com recursos previstos. “Já pensou se o governador começasse a fazer propaganda do que ele gostaria de fazer?”, finaliza. Para a bancada petista, as propagandas feitas pelo executivo tem forte conotação eleitoreira, já que desrespeita a Constituição Federal no que tange a impessoalidade na divulgação das ações.