Pedro Kemp cobra planejamento do governo no combate à violência

O debate sobre problemas na segurança pública em Mato Grosso do Sul acirrou os ânimos dos deputados na sessão desta terça-feira, dia 08. Os parlamentares discutiram a falta de viaturas no fim de semana, o que impossibilitou o trabalho da Polícia Militar. Por conta da ausência de veículos, que estavam parados da garagem da concessionária para serem submetidos à revisão, cerca de 400 ocorrências deixaram de ser atendidas em dois dias na capital.

Para discutir a situação, o deputado Pedro Kemp (PT) ocupou a tribuna cobrando planejamento e ações concretas do governo para fazer frente à criminalidade. “Desde o início desse governo temos denunciado o problema da violência em Mato Grosso do Sul. O executivo tem demonstrado nos últimos três anos dificuldade para organizar a segurança pública no Estado, o que tem deixado a população preocupada”, disse. “A reclamação é constante na capital e no interior”, enfatiza.

Em defesa do governo saíram os deputados Akira Otsubo (PMDB) e Onevan de Matos (PSDB). Akira lembrou que o governo não tinha outra opção, senão deixar os veículos na revisão. Já Onevan ressaltou os investimentos feitos pelo governo estadual na área de segurança pública e enfatizou que o problema da violência é crônico em vários Estados do país. “Só não enxerga quem não quer os investimentos que o governo tem feito no setor”, disse, ao criticar a gestão passada, do governo Zeca do PT. “Administração que o senhor apoiou deputado”, lembrou-o Pedro Kemp, imediatamente.

No debate, Pedro Kemp ainda foi aparteado pelos deputados Coronel Ivan e Antônio Braga, dois ex-secretários de segurança pública na gestão Zeca do PT. Braga disse que é perceptível o aumento da violência em Mato Grosso do Sul. “Basta levantar os índices e dados sobre a criminalidade”, sugeriu.

Outro parlamentar que engrossou o coro contra a falta de ação do executivo contra à violência foi o peemedebista Marquinhos Trad. “É inconcebível uma capital ficar sem atendimento da polícia por dois dias”, ponderou.

Para encerrar o debate, Pedro Kemp lembrou o trabalho eficiente que realizam os policiais militares, civis e do corpo de bombeiros que demonstram disposição e vontade para cumprir suas tarefas, no entanto, esbarram na falta de estrutura e de planejamento do governo estadual. “São comprometidos com a segurança pública, mas infelizmente não estão conseguindo dar o atendimento que a população precisa e merece por falta de um plano estratégico”, finalizou.

Deputados negam autorização para STJ analisar ação contra governador

A Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou, por 20 votos a 4, o Projeto de Resolução 101/09, da CCJR (COmissão de Constituição, Justiça e Redação), que nega ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) autorização para instaurar processo-crime em face do senhor André Puccinelli (PMDB), governador do Estado de Mato Grosso do Sul.

O presidente do legislativo, Jerson Domingos (PMDB), fez votação nominal. Votaram a favor do projeto os deputados do PMDB (Akira Otsubo, Celina Jallad, Júnior Mochi, Marquinhos Trad, Maurício Picarelli, Youssif Domingos e Jerson Domingos), do PSDB (Reinaldo Azambuja, Professor Rinaldo, Dione Hashioka, Onevan de Matos e Ary Rigo), PR (Antônio Carlos Arroyo, Paulo Corrêa e Londres Machado), PRTB (Coronel Ivan), PTdoB (Márcio Fernandes), PPS (Diogo Tita) e PDT (Antônio Braga).

Votaram contra o projeto os quatro deputados do PT: Paulo Duarte, Pedro Kemp, Pedro Teruel e Amarildo Cruz.

Polêmica – A solicitação de autorização do STJ causou polêmica na sessão ordinária desta quinta-feira. Relator do processo na CCJR, Júnior Mochi afirmou que todas as denúncias já foram investigadas e arquivadas pelo Poder Judiciário, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas do Estado e Tribunal de Contas da União.

“As investigações não vislumbraram qualquer indícios de irregularidades”, destacou o parlamentar, citando que o inquérito civil do MPE teve 4.320 páginas. “Os mesmos documentos foram encaminhados ao STJ”, destacou.

Já o deputado Paulo Duarte defendeu a autorização para o STJ analisar o processo contra o governador. Ele disse que a paralisação do processo manterá uma “nuvem cinzenta” sobre o episódio.

O petista destacou que o governador deveria permitir a investigação para esclarecer a denúncia de que o seu patrimônio não é compatível com os seus rendimentos na época de prefeito da Capital.

O líder do Governo, Youssif Domingos defendeu a não autorização. Ele destacou que a medida poderá resultar no afastamento do governador por 180 dias no eventual do STJ acatar a denúncia feita contra o governador. Neste caso, o parlamentar destacou que o parlamento não pode permitir o afastamento de um governante eleito pelo sufrágio universal.

O deputado Pedro Teruel (PT) afirmou que o pedido para abertura de investigação contra Puccinelli prova que ainda restam dúvidas sobre as denúncias.

Já o deputado Marquinhos Trad (PMDB) declarou que autorizar o STJ seria o mesmo que decretar uma pena antecipada contra o governador. Para o parlamentar, a aprovação do pedido de abertura do processo teria o mesmo peso de uma decisão transitada e julgada. Trad posicionou-se contrariamente ao pedido.

Redução da carga horária de literatura será uma grande perda para os estudantes, diz Pedro Kemp

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) questionou hoje, dia 1º, durante sessão legislativa decisão do governo estadual que pretende suprimir da carga horária do ensino médio uma aula semanal de literatura. Atualmente, os estudantes têm na grade curricular pelo menos dois tempos da disciplina. A medida, conforme o governo, será necessária para contemplar o espanhol, ampliando na rede estadual de ensino a opção de língua estrangeira moderna, que é uma exigência da legislação federal.

No entanto, os educadores questionam a mudança, lembrando que a atual carga horária para o estudo de literatura já é insuficiente para atender todo conteúdo programático da disciplina. “Duas [aulas] já são consideradas insuficientes. E agora os professores vão ter pouquíssimo tempo para ministrar o conteúdo. Na verdade vamos ter um faz de conta no currículo”, comentou o parlamentar.

Ontem, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa recebeu um grupo de educadores, dentre eles representantes dos Sinteds de Dourados, Ponta Porã e Deodapólis, da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), que questionaram a decisão tomada pelo executivo. No encontro, o grupo entregou um documento aos deputados estaduais Pedro Kemp (PT) e Professor Rinaldo (PSCB), membros da Comissão, sugerindo outros caminhos para implantação da segunda língua estrangeira moderno no currículo do ensino médio. “Serão disciplinas fragmentadas em que o aluno aprende muito pouco”, comentou a professora do curso de letras da UEMS, Zélia Nolasco.

Para o deputado Pedro Kemp, a medida adotada pela SED (Secretaria Estadual de Educação) é um retrocesso, uma vez que ao oferecer uma outra opção de língua estrangeira sacrifica o conteúdo de outra disciplina. “Eu considerei uma perda na área de literatura para os alunos do ensino médio, que terão que enfrentar os vestibulares com uma bagagem menor na disciplina”, ponderou.

Outra preocupação apontada pelo deputado Pedro Kemp está relacionada ao EJA (Educação de Jovem e Adultos). Conforme os professores, não há perspectiva do programa existir na rede estadual de ensino no próximo ano.

Nesta quarta-feira, às 15 horas, a secretária Estadual de Educação, Maria Nilene Badeca da Costa, receberá os membros da Comissão de Educação da Assembleia e os docentes para tratar dos assuntos. O encontro está agendado para acontecer na sede da Secretaria.

Departamento quer rádio FM e criar curso de pós-graduação

Chefe do Departamento de Jornalismo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), José Márcio Licerre, afirmou que o curso cumpriu a sua tarefa. Ao participar da Sessão Solene, que acontece nesta noite no Plenário Júlio Maia da Assembléia, ele disse que as metas da faculdade são a pós-graduação e a rádio FM.

Ao longo de duas décadas, o curso formou 517 jornalistas profissionais em Mato Grosso do Sul. Segundo Licerre, egressos da instituição estão presentes em órgãos de comunicação impresso, televisões, emissoras de rádio e assessorias de imprensa.

Ele citou ainda que egressos também estão trabalhando em veículos nacionais, como Folha de S.Paulo, O Estado de São Paulo, TV Globo, SBT, entre outros. “A porcentagem de egresoss no mercado é significativo”, destacou o professor da UFMS desde 1993.

Desafios – As metas do Departamento de Jornalismo são criar o curso de pós-graduação de Comunicação Social e a Rádio FM da UFMS. Ele destacou a importância do Mestrado e Doutorado, para garantir a educação continuada dos formandos.

Sobre a FM, o pedido está no Ministério das Comunicações e depende de autorização do titular da pasta, Hélio Costa. Para conseguir a liberação da FM, Licerre defendeu a mobilização da sociedade sul-mato-grossense.

Ele defendeu a modernização do curso, como a utilização de novas mídias. Licerre destacou que a reitora da UFMS, Célia Maria da Silva Oliveira, a instituição vai investir R$ 1,5 milhão na implantação de internet sem fio em todo o campus.

Este projeto facilita, segundo o professor, para no futuro próximo, o aluno ir para a aula com notebook, câmera e gravador digital.

História – Para professor da UFMS, Edson Silva, a história do curso de Jornalismo é da categoria no Estado. A primeira decisão do Sindjor (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul), criado em 1984, foi defender a criação do curso de jornalismo.

Ele lembrou os defensores da criação do curso há mais de 20 anos. Na sua avaliação, a criação do curso ajudou a construir a cidadania no País.

Silva citou os jornalistas Flávio Teixeira, Maria Leite, Vanderlei Aguiar, Luiz Gonzaga Bezerra, Célia Teixeira, Dante Filho, Hordonês Echeverria, Hércules Cunha, Rosa Bezerra, entre outros, que compuseram a diretoria do sindicato e lutaram pela criação do curso.

UFMS emprestou excelentes profissionais ao mercado, diz Kemp

Proponente da Sessão Solene em comemoração aos 20 anos do Curso de Jornalismo da UFMS, o vice-presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Pedro Kemp (PT), resssaltou, na abertura do evento, a qualidade da faculdade sul-mato-grossense. “O curso emprestou excelentes profissionais para o mercado de Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Ele destacou a presença de profissionais formados e bons, comprometidos com a boa informação, nos meios de comunicação de Mato Grosso do Sul, de outros Estados e até de outros países.

“Ganhou o mercado e a sociedade”, ressaltou Kemp, que defendeu bons profissionais, preparados e capacitados no espírito da ética e da verdade.

Ele defendeu a aprovação da PEC 386, que volta a obrigar o diploma para o exercício profissional. O parlamentar criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu a exigência de nível superior para o exercício da profissão de jornalista. “A exigência do diploma não fere a liberdade de expressão”, ressaltou.

O petista ainda destacou a importância da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que acontecerá no mês de dezembro deste ano em Brasília.

“Quem impede as fontes de se manifestar, são os interesses econômicos, ideológicos e mercadológicos de muitos meios de comunicação”, afirmou. “A informação jornalística é estratégica da sociedade contemporânea”, ressaltou.

“Esta sessão solene teve o intuito de fortalecer o curso de Jornalismo da UFMS, para continuar formando profissionais para o mundo que todos nós planejamos construir”, concluiu, citando o jornalista Perseu Abramo, de que qualquer jornalista fracassará se não fizer da ética o leme da sua vida profissional.

Distantes – A jornalista Maristela Brunetto leu as mensagens enviadas por jornalistas e professores que estavam distantes, como Mário Doraci (Paris), Marina Miranda (São Paulo), entre outros.

Já o presidente do Sindjor/MS, Clayton Sales, fez uma homenagem aos profissionais que morreram, como Osean Cantu, Amauri Ceni, Francisca Marcelo (professora Chica), Andréa Lima, entre outros.

A reitora da UFMS, Célia Maria da Silva Oliveira, ressaltou a importância da formação dos profissionais para o mercado e para a sociedade.