por Jacqueline Bezerra Lopes | fev 6, 2020 | Geral
No primeiro dia de aula, os alunos da Rede Municipal de Campo Grande foram dispensados por falta de professores. A gente vê muita propaganda na televisão, que tudo está funcionando as mil maravilhas, inauguração de obras, tudo perfeito aqui em Campo Grande
e no primeiro dia de aula, não teve aula.
Segundo pais e profissionais da Educação da rede municipal de ensino, existem vagas de professores que ainda não foram preenchidas e nesta quinta-feira, hoje (6), que marcaria o início do ano letivo para os alunos da rede municipal, algumas crianças deverão esperar até segunda-feira para voltar às aulas porque, segundo os professores, a falta de professores é resultado na pausa das convocações, ou seja, aquele processo seletivo de professores, que no Estado, denunciamos aqui ontem, foi bastante complicado, tumultuado, deixou muita gente de fora e também no município esse processo tumultuado que ainda não conseguiu suprir as vagas dos professores e por conta disso, muitas escolas dispensando os alunos porque não têm condições de normalizar o atendimento nas aulas.
por Jacqueline Bezerra Lopes | fev 6, 2020 | Geral
O deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS) irá apresentar um requerimento ao Ministério da Justiça e também à Presidência da Funai (Fundação Nacional do Índio), que volte a assistir às comunidades indígenas com as cestas básicas. O governo federal cortou os alimentos dos índios que ainda estão vivendo o processo de identificação e demarcação de seus territórios.
O parlamentar usou a tribuna nesta quinta-feira (6) para cobrar das autoridades uma solução sobre a falta de alimentos para os povos indígenas que aguardam a demarcação das áreas nativas em Mato Grosso do Sul. Segundo o parlamentar, defensor das causas indígenas, o governo federal está com uma estratégia que coloca mais uma vez em risco a vida de crianças, jovens e adultos que moram nas áreas próximas às aldeias, perto dos territórios tradicionais, que ainda não foram demarcados.
“O que nos chamou a atenção agora nesse início de trabalhos legislativos é que a FUNAI – Fundação Nacional do Índio – suspendeu a entrega das cestas básicas para as
comunidades indígenas que estão em áreas ainda não demarcadas. É interessante a gente observar que isso deixa transparecer uma estratégia do Governo. Ele só vai entregar para os índios que estão em áreas demarcadas. Nós sabemos que aqui no Mato Grosso do Sul são poucas áreas, principalmente da comunidade Guarani-Kaiwoá, que estão demarcadas. É a maior etnia de índios aqui do Mato Grosso do Sul.
Então, o Governo Federal quer deixar os índios passando necessidade, passando fome para que eles deixem de lutar pela demarcação de sua terra e voltem para as áreas demarcadas e que os índios fiquem lá confinados em pequenas áreas e não lutem mais pela demarcação dos territórios tradicionais do seu povo”.
por Jacqueline Bezerra Lopes | nov 27, 2019 | Em destaque
O Governo do Estado encaminhou para a Assembleia Legislativa a Emenda Constitucional que prevê a Reforma da Previdência de Mato Grosso Sul. A proposta, segundo o deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS), tramita no afogadilho. Segundo ele, tanta rapidez nunca aconteceu no Legislativo quando o assunto é PEC (Proposta de Emenda Constitucional).
“Ela se refere à aposentadoria dos servidores, é a vida dos servidores. Tem muitos artigos é um projeto muito técnico e que temos que analisar. A gente tem que ter um prazo suficiente para discutir com as categorias. Reduzir de dez para três sessões parlamentares é tramitar no afogadilho um projeto desse que vai interferir muito na vida, no futuro dos servidores. Estamos aqui para trabalhar. A gente discutir um pouco mais cuidadosamente essas questões que vão mudar a vida dos servidores”.
A maioria dos deputados votou pela tramitação rápida.
Representantes dos servidores acompanham a situação e deverão participar das sessões plenárias já que a proposta, segue as recomendações do governo federal.
O economista Paulo Tafner explicou, antes da sessão, para os deputados o conteúdo da PEC 7/2019 e frisou que está em conformidade com a federal.
O economista Paulo Tafner explicou, antes da sessão, para os deputados o conteúdo da PEC 7/2019 e frisou que está em conformidade com a federal.

por Jacqueline Bezerra Lopes | nov 27, 2019 | Em destaque

O deputado Pedro Kemp (PT) criticou o Governo do Estado pelo anúncio, no final do ano letivo, sobre o fechamento de escolas estaduais sem ao menos abrir diálogo com alunos, pais e professores das escolas estaduais. Na terça-feira (26), representantes da comunidade da Escola Advogado Demosthenes Martins, do Otávio Pécora, estiveram na Assembleia Legislativa, onde protestaram contra a medida e pediram o apoio dos deputados. Kemp lembrou da escola estadual Professor Carlos Henrique SchradeR, no Flamboyant, que tem Ensino Médio e atende os jovens da aldeia urbana Marçal de Souza. “Se fechar os alunos terão que pegar ônibus para estudarem na escola mais distante. Já a escola Demosthenes Martins ficou em 13º lugar no Ideb e atende alunos especiais. É preciso rever isso”, disse Kemp, que é presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa. Diante dessa situação, ele apresentou um requerimento convocando a secretária de Educação para explicar na tribuna o porquê de estar fechando 15 escolas e não abrir diálogo com a comunidade antes de tomar a decisão para colocar a sociedade a par do assunto.
A reunião com a secretária de Educação, Maria Cecília Amêndola, aconteceu hoje (27), com os deputados estaduais. Mas, foi realizada a portas fechadas, na Presidência da Assembleia Legislativa a pedido da Casa de Leis.
Sobre o chamado reordenamento de escolas da Rede Estadual de Ensino, ela disse que hoje o Estado já tomou a decisão. O motivo seria ampliar as escolas em tempo integral. MS, segundo ela, tem mais de 50 escolas que oferecem tempo integral e a previsão é a implantação de mais 20 para o próximo ano. De 2015 para cá foram 16 mil alunos a menos. “Se pegar desde 2010, a redução foi de 52 mil alunos. Com esses números, daria para desfazer 72 escolas, mas esse não é o caso”, disse gestora.
Professores X sucateamento
“Eu não sei se o Estado está quebrado, se faliu porque as últimas medidas foram redução de salário de professores. Onze mil professores convocados, ou seja, a maioria dos professores teve a redução de 32 % no seu salário. Isso é um terço do salário de um professor que foi reduzido”, disse Kemp.
“ Estive numa escola essa semana e alguns professores vieram falar comigo e disseram que não vão mais dar aula. Disseram que a luta não é fácil e com a redução de R$ 1 mil reais no salário, isso foi um impacto muito grande na família. Uma professora me disse que ela e o marido venderam o carro e vão abrir seu próprio negócio porque não dá pra ter uma dedicação de professor que não condiz com todo esforço e o trabalho em sala de aula”, completou.
Eleição para diretor
Além de reduzir o salário, o Governo do Estado encaminhou para a Assembleia um projeto que acaba com a eleição para diretor de escola. “Eu não sei porque os governos de direita não gostam da democracia. Gestão democrática nas escolas é algo consagrado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e no Plano Nacional de Educação e em todos os planos estaduais. Em MS, temos uma lei que regulamenta as eleições”.
Segundo Kemp, o Governo se posicionou pelo fim da proposta mas, os deputados estaduais conseguiram barrar a medida em uma reunião. “O Governo não contente está retirando as escolas de tempo integral das eleições para diretores e também nas escolas indígenas e nas conveniadas”, explicou.
“Por que a comunidade escolar lutou pela eleição? Para acabar com diretor cabo eleitoral de governador e de deputado na escola. É isso que o Governo quer fazer, voltar aquela época que os diretores eram cabos eleitorais. Pra mim é a vontade do Governo do PSDB de indicar diretores porque as escolas já funcionam com a eleição para diretores há 30 anos. O diretor tem compromisso com a comunidade e não, com partido A, B ou C. Pra mim é um atraso, um retrocesso, voltar à época do apadrinhados políticos”, finalizou Kemp.
Jacqueline Lopes – DRT 078/MS – Jornalista Mandato Participativo Pedro Kemp




por Jacqueline Bezerra Lopes | nov 27, 2019 | Em destaque
O deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS) apresentou Projeto de Lei que proíbe o plantio de cana-de-açúcar no Pantanal. O presidente da República anulou o decreto que fazia essa proibição. “A decisão do presidente coloca em risco o bioma, e o País pode sofrer boicote econômico internacional”, disse o parlamentar em defesa do Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.
“É importante lembrarmos que em 2005, o ambientalista Francisco Anselmo de Barros morreu em protesto contra a instalação de usina de álcool no Pantanal”, frisa Kemp.

Ambientalista Franselmo é referência na defesa do Pantanal.
(Leia abaixo matéria sobre a tragédia)
https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/nos-5-anos-da-morte-de-franselmo-data-vira-do-dia-do-ambientalista