Pedro Kemp repudia manobra com plenário vazio para aprovação de moção contra o presidente Lula

Pedro Kemp repudia manobra com plenário vazio para aprovação de moção contra o presidente Lula

Parlamentar cobra avanço da PEC da Segurança e esclarece o verdadeiro contexto do programa “Celular Seguro”

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) repudiou duramente a condução da última sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, nesta quarta-feira (17). O plenário esvaziado e falta de quórum presencial não impediram que a mesa diretora colocasse em pauta e aprovasse uma moção de protesto contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A matéria, de autoria do deputado Zé Teixeira (PL), criticava declarações recentes do chefe do Executivo nacional. No entanto, Kemp alertou que as falas do presidente foram tiradas de contexto pela oposição para criar uma narrativa eleitoreira e distorcida para jogar a população contra o presidente que mais trabalha pela segurança pública.

O pano de fundo da polêmica envolveu o lançamento da nova fase do programa Celular Seguro, do governo federal. Na realidade, o presidente Lula detalhava uma proposta para fazer com que os aparelhos roubados ou furtados fossem devolvidos de forma prática e sem burocracia por meio de agências dos Correios. Ao contrário da narrativa de generalização propagada pela bancada de oposição, o presidente explicou que a medida visa facilitar a devolução por cidadãos que compram aparelhos sem saber da procedência ilícita, os quais muitas vezes têm receio de ir até uma delegacia por desconhecerem os procedimentos policiais locais. Trata-se de uma estratégia logística do Ministério da Justiça e Segurança Pública para inviabilizar o mercado ilegal e proteger a população, e não de um ataque às forças policiais.

Após a repercussão da moção na ALEMS, o parlamentar petista subiu o tom na defesa da verdade e cobrou o avanço de propostas federais que realmente reforem a estrutura policial, criticando a atuação do deputado Renato Câmara na condução dos trabalhos legislativos:

“O presidente Lula é, na realidade, a autoridade que mais defende a polícia neste país. O grande problema é que ele não encontra no Parlamento de MS, e muito menos no Congresso Nacional, o apoio necessário para aprovar a PEC da Segurança Pública. É essa proposta que traria estrutura real para as nossas polícias unificadas, garantindo desde novos aparelhos e alta tecnologia até salários justos bem mais altos e aumento de efetivo. Os policiais não podem continuar sendo usados como massa de manobra por setores da oposição, exatamente como essa moção oportunista representou!”. Kemp disse ainda: “É inadmissível o que assistimos hoje na Assembleia Legislativa. Com o plenário praticamente vazio e sem quórum presencial, tentaram empurrar goela abaixo uma moção de protesto contra o presidente Lula. Quando percebemos uma tentativa desesperada de chamar deputados ausentes de forma on-line — apenas para ‘forçar’ a aprovação desse documento contra a autoridade máxima do país —, não pude me calar.”.

O deputado Renato Câmara, que presidia a mesa no momento, “conduziu o que considero uma manobra injusta, ardilosa e puramente eleitoral. Estenderam a sessão além do horário regulamentar para esperar a oposição se conectar. O meu posicionamento na tribuna foi claro: quem quer votar, que fique aqui e honre o plenário! Não compactuo com joguinhos políticos para desgastar o governo federal. A moção, proposta pelo deputado Zé Teixeira (PL), acabou passando com o voto dos ausentes virtuais, mas eu e a companheira Gleice Jane votamos contra. Seguimos firmes na defesa da verdade, pela valorização real dos policiais e contra a politicagem!”

Apesar dos protestos da bancada do PT, o documento acabou sendo aprovado com o apoio de dez deputados estaduais. O texto final seguiu com as assinaturas favoráveis dos parlamentares Antônio Vaz, Pedro Caravina, Coronel David, João César Mattogrosso, Lídio Lopes, Mara Caseiro, Marcio Fernandes, Paulo Corrêa, Junior Mochi e do próprio autor da matéria, Zé Teixeira. Os únicos votos formalmente contrários registrados no painel eletrônico foram os de Pedro Kemp e da deputada Gleice Jane (PT).

Pedro Kemp repudia “PEC da Escravidão” no Senado e critica Alcolumbre por travar o fim da escala 6×1

Pedro Kemp repudia “PEC da Escravidão” no Senado e critica Alcolumbre por travar o fim da escala 6×1

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) foi à tribuna nesta segunda-feira (16) para repudiar o que classificou como uma afronta aos trabalhadores brasileiros. Segundo ele, enquanto o país debate a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, especialmente em benefício das mulheres e da qualidade de vida da população, senadores bolsonaristas colocam em pauta uma proposta que, na prática, institui uma jornada de trabalho 7×0 e ameaça direitos históricos garantidos pela CLT.

“Vejam a cara de pau desses senadores. O autor desse absurdo, Rogério Marinho, e outros senadores bolsonaristas, como Flávio Bolsonaro, são contra o fim da escala 6×1 e querem implantar essa escala 7×0, que acaba com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e com os direitos trabalhistas. É a volta da escravidão!”, disparou Kemp.

“Enquanto milhões de trabalhadores lutam por mais tempo para viver, descansar e conviver com suas famílias, setores conservadores querem impor uma lógica de trabalho permanente, uma escala 7×0 que significa a retirada de direitos históricos”, acrescentou.

Segundo o parlamentar, a medida representa um grave retrocesso justamente no momento em que o Brasil debate a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Kemp criticou a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acusado de ter recebido US$ 30 milhões no escândalo do Banco Master e que, diante da reivindicação da população brasileira por melhores condições de trabalho e mais tempo para o descanso, pegou o projeto do fim da escala 6×1 e “sentou em cima”.

Kemp afirmou que a “PEC da Escravidão” poria fim ao décimo terceiro salário, às férias e a todos os direitos conquistados pelo povo brasileiro. O deputado salientou que a PEC da deputada federal Erika Hilton pelo fim da escala 6×1 está de acordo com o momento vivido em vários países do mundo. A tecnologia tem proporcionado às empresas e aos trabalhadores mais tempo para o lazer e, com isso, há a constatação de um rendimento muito melhor no trabalho. Kemp citou exemplos de países onde trabalhadoras e trabalhadores já atuam em jornadas reduzidas, como a escala 4×3.

Segundo Kemp, há forte pressão de setores empresariais contrários à mudança. O parlamentar citou o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e afirmou que interesses econômicos estariam atuando para impedir o avanço da proposta no Congresso Nacional.

Ao encerrar sua fala, Pedro Kemp reafirmou apoio ao fim da escala 6×1 e à proposta apresentada por Erika Hilton. O deputado defendeu que o Congresso Nacional avance em medidas que ampliem direitos e garantam mais dignidade à classe trabalhadora, rejeitando propostas que, segundo ele, representam um retorno a condições de trabalho incompatíveis com os avanços sociais conquistados pelo país.

Sem licitação: Governo compra sistema digital por R$ 14,3 mi e Kemp faz requerimento e cobra explicações

Sem licitação: Governo compra sistema digital por R$ 14,3 mi e Kemp faz requerimento e cobra explicações

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) protocolou um requerimento na Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 16 de junho de 2026. O parlamentar exige explicações da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) sobre a compra, sem licitação, de uma plataforma de computador e tecnologia no valor de R$ 14.329.893,20.“O Governo do Estado firmou um contrato de R$ 14,3 milhões sem licitação para a compra de uma plataforma de computador e tecnologia. Um gasto milionário como esse exige total transparência! Por isso, estou apresentando um requerimento para que o Executivo apresente todos os critérios técnicos e jurídicos que justificaram a dispensa da concorrência pública. É nosso dever constitucional fiscalizar cada centavo dos recursos públicos e garantir os princípios da legalidade e da moralidade!”, declarou Kemp.

Por meio do documento oficial encaminhado hoje ao secretário Rodrigo Perez Ramos, o deputado cobra respostas detalhadas sobre o objeto do contrato, as justificativas jurídicas para a dispensa de concorrência e a comprovação de que os preços estão alinhados com o mercado. O requerimento também questiona se existem outras empresas aptas a fornecer o mesmo serviço e se houve parecer prévio dos órgãos de controle interno, de modo a assegurar a fiscalização rigorosa do dinheiro público.

Em formação sindical da FETEMS, Kemp defende Educação Pública e a aprovação no Senado do Fim da Escala 6×1

Em formação sindical da FETEMS, Kemp defende Educação Pública e a aprovação no Senado do Fim da Escala 6×1


Alcolumbre sentou em cima do Projeto no Senado, diz Kemp

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) participou da Formação Sindical da FETEMS ao lado da deputada federal Camila Jara (PT), em um encontro que reuniu lideranças dos SIMTEDs de todas as regiões de Mato Grosso do Sul, no auditório da entidade hoje de manhã. O parlamentar destacou a importância da presença dos dirigentes sindicais e educadores, dos SIMTEDs, que atuam diariamente na defesa da educação pública e dos direitos da categoria, fortalecendo a organização dos trabalhadores e a luta por uma sociedade mais justa e democrática.

Kemp agradeceu a acolhida da direção da entidade e ressaltou a atuação de lideranças históricas da Federação. “Meu agradecimento especial à professora Deumeires, Jaime Teixeira, Onivan, Olinda, Sueli, Aninha, Gilvano, e todas as pessoas que representam a trajetória de luta da FETEMS em defesa da Educação Pública e de todos os servidores públicos ao longo de décadas”.

Durante a atividade, o deputado ministrou palestra sobre a conjuntura nacional, o processo de reconstrução do Brasil e os desafios. Também apresentou um panorama da realidade socioeconômica de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, embora o Estado apresente riqueza e potencial econômico, ainda convive com profundas desigualdades sociais. Kemp ressaltou que cerca de 60% da população sul-mato-grossense vive com renda de até dois salários mínimos, evidenciando a necessidade de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e à ampliação das oportunidades.

Ele destacou ainda o papel fundamental dos educadores e das lideranças sindicais na disseminação de informações de qualidade. Segundo ele, em tempos de fake news, educadores e educadoras cumprem uma missão essencial ao levar informação séria, responsável e comprometida com a verdade para a sociedade.

Ao abordar o cenário político nacional, Pedro Kemp defendeu o avanço de pautas voltadas aos direitos dos trabalhadores e criticou a demora na tramitação da proposta que prevê o fim da escala 6×1. “A proposta já conquistou uma importante vitória na Câmara dos Deputados, mas enfrenta resistência no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, simplesmente sentou em cima do projeto!”.

Kemp também destacou a participação da deputada federal Camila Jara, que acompanhou a atividade e compartilhou sua experiência na atuação parlamentar em Brasília. Segundo o deputado, Camila tem sido uma das vozes mais atuantes no Congresso Nacional na defesa da Educação Pública, da valorização dos profissionais da Educação e da proposta de isenção do Imposto de Renda para professores e professoras.

A Formação Sindical da FETEMS reafirmou o compromisso dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação

com a defesa da escola pública, da democracia, dos direitos sociais e da construção de um Mato Grosso do Sul e de um Brasil mais justos e igualitários.

Jacqueline Lopes DRT 078/MS

Pedro Kemp defende PEC da Segurança e aponta escuridão e buracos como reflexos do abandono em Campo Grande

Pedro Kemp defende PEC da Segurança e aponta escuridão e buracos como reflexos do abandono em Campo Grande

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) utilizou a tribuna para cobrar ações urgentes diante do cenário de abandono que une a crise na segurança pública e o visível desgaste na infraestrutura de Campo Grande. O parlamentar cruzou os dois problemas ao demonstrar que a falta de iluminação pública na Capital, de responsabilidade da prefeitura, soma-se ao avanço de buracos nas ruas e ao matagal alto para criar o ambiente ideal para a criminalidade, deixando a população acuada e à deriva.

Para Kemp, enquanto a infraestrutura urbana municipal falha em dar segurança preventiva básica, o Governo do Estado agrava a situação ao se posicionar contra a PEC da Segurança Pública formulada pelo Governo Lula. O deputado defendeu que a proposta federal é o caminho essencial para unificar e integrar as polícias, oferecendo a resposta estrutural que as cidades necessitam para combater a violência de forma eficiente.

O parlamentar enfatizou que o policiamento ostensivo e de investigação em Mato Grosso do Sul atua sobrecarregado, enfrentando escassez de equipamentos e a ausência de perspectivas reais de melhorias salariais.

Ao conectar o abandono das ruas à necessidade de reforma nas polícias, Kemp concluiu que a aprovação da PEC e a zeladoria urbana são duas faces urgentes e complementares para devolver a dignidade e a paz aos moradores da Capital.

(Jacqueline Lopes – DRT 078MS)