por Jacqueline Bezerra Lopes | maio 4, 2017 | Em destaque
“Os conflitos que hoje ocorrem no Maranhão são semelhantes aos de Mato Grosso do Sul e por isso não podem passar despercebidos. É um problema que ocorre em vários estados e os processos de demarcações estão parados em Brasília. Precisamos retomá-los para acabar com essa situação de violência, dando aos índios as terras consideradas territórios tradicionais e aos fazendeiros o devido ressarcimento pela terra titulada. Faço esse apelo ao Ministério da Justiça e Funai”, disse Kemp em discurso na tribuna nesta quinta-feira (4) sobre a tragédia do povo Gamela, do Maranhão, onde índios tiveram as mãos quase arrancadas em ataque de fazendeiros e polícia no domingo (30 de abril).
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O deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS), em sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, criticou mais uma tragédia anunciada no País por conta da luta pela demarcação das terras indígenas, desta vez a ocorrida na cidade de Viana (MA), onde 13 indígenas ficaram feridos, segundo informações da Funai (Fundação Nacional do Índio). Um grupo Gamela foi brutalmente atacado na tarde de domingo (30) no Povoado de Bahias, quando decidiram se retirar de uma área tradicional retomada e, enquanto saíam, sofreram a investida de dezenas de homens armados de facões, paus e armas de fogo. Pouco puderam fazer em defesa própria a não ser correr para a mata. Um carro de polícia estava junto ao grupo de fazendeiros e capangas antes da ação violenta, de acordo com informações do Congresso em Foco.
Aqui em Mato Grosso do Sul, Pedro Kemp repercutiu o assunto e fez uma comparação que mostra o descaso do Estado brasileiro. De acordo com o parlamentar, a quantidade de dinheiro desviado no País seria suficiente para sanar os conflitos e garantir a indenização dos produtores rurais de boa fé.
História atual – Durante o pronunciamento Pedro Kemp fez um convite para que todos, deputados, jornalistas, servidores, jovens, estudantes assistam a estreia do documentário Martírio, no dia 10 de maio, às 13h30 e às 18h no MIS, no Parque das Nações Indígenas. “É uma aula de história atual!”, disse.
O filme é de Vincent Carelli. Ele retrata a situação dos indígenas Guarani-Kaiowá de Mato Grosso do Sul. “Cinemas de todo o país reproduziram, menos aqui”, lamentou Kemp.
“Os conflitos que hoje ocorrem no Maranhão são semelhantes aos de Mato Grosso do Sul e por isso não podem passar despercebidos. É um problema que ocorre em vários estados e os processos de demarcações estão parados em Brasília. Precisamos retomá-los para acabar com essa situação de violência, dando aos índios as terras consideradas territórios tradicionais e aos fazendeiros o devido ressarcimento pela terra titulada. Faço esse apelo ao Ministério da Justiça e Funai”, disse Kemp em discurso na tribuna nesta quinta-feira (4).
Leia mais sobre o conflito que envolveu os índios Gamela, no Maranhão:


por Jacqueline Bezerra Lopes | maio 2, 2017 | Em destaque
Durante o pronunciamento 24 horas após o Dia do Trabalhador, na tribuna da Assembleia Legislativa, hoje (2), o deputado estadual lamentou a cobertura da mídia nacional que ocultou a grandiosidade dos protestos contra as reformas da Previdência e Trabalhista por todo o País no dia 28 de abril e também no dia 1o de maio. Lembrou que quando os deputados e senadores investigados na Lava Jato orquestraram no Congresso Nacional o impeachment da presidenta eleita Dilma Roussef, foi dado tratamento diferente na cobertura com “flashes a todo momento do topo de prédios e agora, na caminhada dos trabalhadores não tivemos esses flashes para mostrar a multidão. Fica aqui meu protesto e minha indignação. A Greve Geral foi o grande recado porque o povo não vai aceitar essas reformas que suprimem direitos!”.
Informações nas redes sociais dão conta de que houve ordem para que os jornalistas da imprensa nacional trocassem o termo GREVE GERAL por manifesto ou protesto e não focassem o tamanho da manifestação e sim, atos de vandalismos e os “prejuízos” pela suspensão dos serviços já que em algumas capitais o transporte coletivo foi paralisado, aulas interrompidas,rodovias bloqueadas e até médicos cruzaram os braços.
“Nos telejornais só vimos falar de depredações e badernas nas ruas. Participei dos atos em Campo Grande e está clara a insatisfação dos trabalhadores e trabalhadoras sul-mato-grossenses com as reformas propostas pelo Governo Federal”, disse. “Isso não é liberdade de imprensa. O fato foi noticiado a partir de uma visão. As imagens divulgadas no dia 28 foram parciais e revelam que a mídia se rendeu aos interesses do Governo Federal. Graças às redes sociais houve o contraponto e o recado da greve geral foi dado, o povo não aceita as reformas que suprimem direitos e precarizam o trabalho”.
MISSA DO TRABALHADOR – 1o de Maio
A Missa do Trabalhador, que aconteceu no dia 1o de maio, na Paróquia São Francisco, em Campo Grande, reuniu representantes dos movimentos sociais e também sindicalistas e pessoas da comunidade local que se uniram para no ato, repudiar as reformas propostas pelo governo federal para a previdência e as leis trabalhistas. O deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS) participou da celebração, que segundo ele, foi importante para a luta de todo o povo brasileiro.
O ato contou com a presença do povo indígena guarani-kaiwoá , que abençoou a todos conforme sua tradição com danças e cantos. A mística contou com símbolos como bandeiras dos movimentos sociais que lutam pela terra, bandeira nacional, frases que pedem à classe política o não à reforma da previdência e também, frutas foram ofertadas como parte do trabalho produzido pelos pequenos agricultores, que representaram a produção da classe trabalhadora. O final do ato aconteceu na região do Dom Antônio, no campo de futebol do bairro José Teruel, próximo à área do Lixão. Em um caminhão, sindicalistas colocaram caixa de som e uma banda animou e chamou a atenção das crianças, mulheres e homens, a maioria, catadores que reclamam da falta de opção de trabalho com a desativação do Lixão. As falas sobre a situação do País diante das reformas que vão penalizar principalmente os mais pobres foi feita por lideranças sindicais e também religiosas.
Oração do Povo Trabalhador
Senhor, Deus da vida, pai e mãe dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, por intercessão dos teus fiéis operários, os mártires da justiça no mundo do trabalho. Dá-nos força e coragem neste tempo de crise e de dificuldades. Comprometidos com o Evangelho de Jesus, unidos e organizados, queremos construir a nova sociedade. Com emprego para todos, com justiça e solidariedade no trabalho. Com pão partilhado em todas as mesas, com saúde e educação para nossas crianças e vida digna para todo o povo brasileiro. Pela intercessão de São José Operário e de Nossa Senhora Aparecida abençoa senhor o povo trabalhador do Brasil. Amém!
Segue abaixo a CARTA ABERTA AOS IRMÃOS E IRMÃS DA ARQUIDIOCESE DE CAMPO GRANDE POR OCASIÃO DO DIA DO TRABALHADOR
Com a graça de Deus, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está reunida em sua 55a Assembleia Geral, na Casa da Mãe, Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Juntos, podemos pensar melhor o presente e o futuro da Igreja em nossa Pátria tão querida.
É nessa comunhão, à luz do Mistério da Páscoa do Senhor Jesus Cristo, com zelo pastoral e em solidariedade com o bom povo brasileiro, que me dirijo aos irmãos e irmãs de nossa querida Arquidiocese de Campo Grande, para manifestar minha apreensão com relação às reformas que estão em discussão e votação no Congresso Nacional, especialmente, o Projeto de Reforma da Previdência Social (PEC 287/2016), o Projeto de Reforma Trabalhista e a recentemente aprovada Lei da Terceirização, cuja constitucionalidade já é objeto de questionamento no Supremo Tribunal Federal.
Vivemos tempos difíceis em nosso País, onde a retração da atividade econômica tem significado o fechamento de empresas e a supressão de postos de trabalho, com um aumento vertiginoso das taxas de desemprego nos últimos meses, deixando milhões de famílias inseguras e desesperançadas. A crise econômica atinge a todos, porém deixa ainda mais vulneráveis trabalhadores e trabalhadoras que dependem de seus salários para viver e não participam dos mecanismos do mercado financeiro para se proteger. A chamada política de austeridade financeira ou de ajuste fiscal, incluindo a extinção ou redução de programas sociais e de transferência de renda, impõe um ônus difícil de ser suportado pelos segmentos mais pobres e vulneráveis da população, uma vez que são os mais dependentes dos serviços públicos e das políticas sociais.
A Previdência Social do Brasil representa uma conquista do povo brasileiro e um Direito Social, garantido pela Constituição Federal. O sistema previdenciário precisa ser melhor avaliado, inclusive no que diz respeito ao tão falado “rombo” no seu orçamento, que tem sido motivo de diferentes posições dos estudiosos do assunto. Aliás, é urgente que se realize uma ampla auditoria da dívida interna e externa do Brasil, dos Estados e Municípios. No entanto, parece-me que a maneira como o problema está sendo enfrentado é bastante falho. Um projeto desta envergadura deveria ser mais discutido com a sociedade. E existem pressupostos éticos que devem contrabalançar uma análise baseada só em números, para evitar que justamente os mais vulneráveis sejam prejudicados em seus direitos.
O mesmo se diga da Lei da Terceirização e do Projeto de Reforma Trabalhista. Certamente, é necessário modernizar as relações de trabalho e gerar empregos. O trabalho dignifica o ser humano e o faz partícipe da obra da criação. A pessoa humana é sempre um fim em si mesma e nunca um meio. Não pode, portanto, ser reduzida à condição de mercadoria, o que traria inevitavelmente mais insegurança e fragilidades, sobretudo aos que vivem de trabalhos menos valorizados do ponto de vista salarial. Assim, a prática da terceirização das atividades profissionais, sobretudo quando exercida de forma demasiadamente capilar, tem significado a precarização das condições de trabalho, a diminuição dos salários em relação aos empregados formais e a maior incidência de acidentes de trabalho.
Sendo assim, diante da gravidade do momento que estamos vivendo, exorto a todos os cristãos e pessoas de boa vontade a dedicarem especial atenção ao debate das propostas em tramitação no Congresso Nacional e que dizem respeito aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, seja expressando seus pareceres diretamente aos nossos parlamentares, seja participando de todas as manifestações democráticas e pacíficas a seu alcance e que visem preservar direitos e garantias historicamente conquistados, evitando a exclusão social.
Que pela intercessão de São José Operário, o Senhor da Vida abençoe a todos os que, no mundo do trabalho, contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.
Dom Dimas Lara Barbosa
Arcebispo Metropolitano de Campo Grande – MS 01 de maio de 2017
Texto e Imagens: Jacqueline Lopes
DRT-078 MS
TODOS OS ÁLBUNS DE FOTOS ESTÃO NO FACEBOOK PÁGINA OFICIAL DO MANDATO PARTICIPATIVO PEDRO KEMP. NAVEGUEM!!
https://www.facebook.com/PedroKempOficial/

por Jacqueline Bezerra Lopes | abr 28, 2017 | Em destaque
Vejam as fotos da grande manifestação dos trabalhadores e trabalhadoras na Capital contra as reformas do governo federal
O deputado estadual Pedro Kemp (PT) caminhou nas ruas e falou nos carros de som para todos que fizeram parte de mais um ato em defesa do País. Milhares de pessoas foram às ruas hoje, 28 de abril. No Centro de Campo Grande, as lojas, em sua maioria, estavam com as portas abaixadas. Comerciários apoiaram o protesto contra as reformas da Previdência e Trabalhista, que fazem desmoronar todos os direitos conquistados a custo de muito sofrimento do povo brasileiro.
Jornalistas fizeram a cobertura do protesto. Sindicalistas estiveram unidos. Educadores engrossaram o mar de pessoas na caminhada pacífica e que marca a história da luta no Brasil.
por Jacqueline Bezerra Lopes | abr 19, 2017 | Em destaque
“O relatório oficial da CPI do CIMI, que pretendia criminalizar o movimento indígena e seus aliados, foi encaminhado para o MPE (Ministério Público Estadual) e MPF (Ministério Público Federal).
O MPE entendeu que a Assembleia Legislativa não tinha competência para investigar assunto de responsabilidade federal, reforçando a nossa tese. Já no MPF, a Procuradoria da República afirmou que não há indício algum de cometimento de crime por parte dos integrantes do CIMI e das lideranças indígenas. Foi determinado o ARQUIVAMENTO!
Salve o Dia do Índio!
Salve a luta dos povos indígenas!”.
(Deputado Pedro Kemp, membro da CPI do CIMI, apresentou relatório contrário ao resultado, apresentado pelos parlamentares ruralistas, que tentou incriminar ilegalmente o Conselho Indigenista Missionário)